• Ariane Sasso e João Guilherme Schwartz

NBR 15.575-3. Desempenho dos sistemas de pisos


Vai dizer que você nunca passou, ou nunca escutou ninguém reclamar de uma noite mal dormida por conta das situações dessas imagens???!!!

Você sabia que a qualidade dos pisos vai muito além das características estéticas do material?

Na parte 3 da NBR 15575 é definido o desempenho que o sistema de pisos deve oferecer aos usuários na fase de operação da edificação.

É preciso entender que trata-se como componentes do sistema de pisos todos os elementos sobre os quais as pessoas caminham, desde a camada com função estrutural (laje em casos de estrutura em concreto armado), passando pelas eventuais camadas de isolamento térmico e/ou acústico, impermeabilização, e contrapiso, até chegar nas camadas de fixação e de acabamento.

Cada camada dos sistemas de piso tem uma função, por isso a norma apresenta diversos requisitos e critérios, entre os quais se destacam os requisitos de segurança ao fogo. Neles o sistema de pisos deve dificultar a ocorrência, reação ou propagação de chamas, bem como de fumaça; e evitar o comprometimento estrutural quando submetido à chamas.

Também compõem a norma de desempenho em edificações habitacionais os critérios relacionados a segurança e conforto tátil, visual e antropo-dinâmico. Pois ninguém quer comprar um produto que não ofereça prazer ao pisar, beleza e que não facilite a movimentação.

Estes critérios estão relacionados a fatores humanos e de otimização de trabalho, como pisos anti-derrapante, homogêneos e planos, sem grandes desníveis, que garantam acessibilidade e previnam acidentes. Ainda, atendendo todos esses requisitos o sistema de pisos deve incumbir-se de propiciar um bom isolamento térmico e acústico.

Para atender a maioria dos requisitos da parte 3 da NBR 15575, não se faz necessário alto investimento em tecnologia, basta uma boa execução da obra em seu modelo tradicional para que o desempenho do sistema de piso seja bom e seguro.

Como nada dura para sempre, passa a ser fundamental os critérios de durabilidade e manutenção que compõem os requisitos gerais apresentados na parte 1 da norma.

DICA DA ESPECIALISTA:

Pare de arrumar desculpas para dizer que a normatização dificulta o seu negócio. Fique sabendo que já existem empresas especializadas em processar empresas que não seguem a norma de desempenho, e que dificilmente um litígio com comprovação do não atendimento da norma ficará barato para quem não seguiu os requisitos de qualidade. Estude a normatização e qualifique o seu negócio!

A norma não traz nenhuma exigência impossível de ser cumprida e hoje no mercado há variadas opções de materiais capazes de atendê-la em termos de conforto táctil, acústico e térmico.

E você que vai adquirir sistemas de piso: Não improvise!

  • Escolha bem o material de pisos, de acordo com o uso final e agentes externos existentes, possíveis agressores.

  • Consulte um profissional capacitado para assessorar você!

  • Exija o cumprimento das normas técnicas. Isso é o mínimo que os profissionais técnicos e as empresas de construção precisam entregar!

  • Mantenha a manutenção adequadas dos pisos. Evite acidentes!

SÓ QUE NÃO!

DICA DA ARIANE:

Veja alguns dos materiais que podem ser utilizados com fácil aplicação para garantir conforto térmico e acústico aos sistemas de piso.

Compostos de materiais orgânicos:

É o grupo dos poliestilenos, poliuretano, madeira, cortiça ou celulose.

Enquadram-se as placa de madeira compensada de alta resistência, OSB.

Dentre muitas funções é excelente para questões de isolamento, uma vez que tem baixa densidade e o material base é a madeira de reflorestamento.

Isolamentos de baixa emissividade:

Compostos por filmes refletivos de alumínio com alvéolos de ar.

Já existem inúmeras marcas disponíveis no mercado. E são mais acessíveis que o isolamentos por compostos inorgânicos.

"A resistência térmica deste material está na grande quantidade de ar confinado nas suas células, somada no caso dos novos refletivos à grande capacidade de reflexão da radiação e consequente baixa emissividade"

É preciso ficar atento às certificações do produto. Inclusive se as certificações são brasileiras.

Produto sustentável pode ser produzido e normatizado fora, mas precisa ser qualificado dentro do Brasil.

Compostos de materiais inorgânicos:

Materiais mais antigos do mercado como fibras e lãs de vidro, ou rocha.

Com a evolução dos sistemas produtivos é possível encontrar combinação entre os grupos de materiais e preços muito variados.

AbraSasso!!!

REPENSE!!!

O barato, muitas vezes, sai caro.

RECUSE!!!

Esteja sempre informado e recuse produtos que não oferecem qualidade.

REDUZA!!!

Reduza a chance de erros.

Ainda tem dúvidas??? Entre em contato!!!

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ariane@e53.arq.br

Bibliografia e fonte de imagens:

NBR 15.575 - Partes de 1 a 4

http://agvelascoempreendimentos.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/11/pisos-pintados-com-epoxi-1.jpg

http://www.boltherm.com/PT_download.asp

http://www.almonda.net/microsites/images/produtos/ffs43r307thumb.jpg

http://www.almonda.net/microsites/anexos/as43r307prd381.jpg

http://www.josina.pt/wp-content/uploads/2016/05/BOLTHERM-61003-300x300.jpg

http://www.restherm.com.br/img/fotos/la_de_vidro/feltro-aluminizado-de-la-de-vidro.jpg

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